domingo, 8 de maio de 2016

Diálogo sobre drogas - Descriminalização, proliferação eresponsabilidade dos pais

Nota do Editor: Este post é a continuação do dialogo sobre Drogas, entre Willyans e V. Hermann do blog TWoF, que você confere clicando aqui: Diálogo sobre Drogas.
- Willyans Maciel


V: Ótima sacada do açúcar.
Estava lendo isso, lembrei de um amigo (essa foi verídica, infelizmente, pra ele) e completei:
 "Se a maconha as vezes é a entrada para as drogas pesadas e o cigarro as vezes é a entrada para a maconha." as vezes a maconha é a porta de entrada para bosta de cavalo. Você quer seu filho se dorgando direito ou fumando bosta de cavalo?
Pensemos no bem estar moral dessas crianças!

W: Houve um tempo em que eu tinha dúvidas sobre a descriminalização porque pensava que as pessoas iriam fumar maconha na rua e soprar na nossa cara, como fazem com o cigarro. Mas elas já o fazem sem descriminalização. Vá até a praça Oswaldo Cruz em Curitiba, segunda-feira no horário em que terminam as aulas de colégios caros da região e veja por si mesmo.

Ao menos se for descriminalizado, esses jovens não terão conexão com bandidos perigosos e poderemos dar-lhes uma bela bronca, como fazemos com fumantes de cigarro que baforam inapropriadamente, sem temer que peçam ao traficante para dar cabo de nossas vidas por interferirmos nos negócios.

O problema passa a ser da pessoa e não da droga. Não é o fato de usar algo, é o fato de ser um selvagem sem educação. E quando passamos para isso, temos de olhar para a pessoa e não para a droga, puxando a responsabilidade para nós e não culpando outros.

Aos pais, isso pode doer mas é a verdade, é SUA responsabilidade evitar que seu filho se drogue, não do estado.

E se o estado não criar um mercado negro ao qual você não tem acesso, fica muito mais fácil cumprir sua tarefa. Afinal, é bem mais fácil buscar o filho na banquinha e po-lo de castigo, educando como desobediente, do que buscá-lo na boca de fumo, em meio a violência em que você não pode nem falar alto para não levar um tiro.

Além disso, o dono da banquinha não quer escândalo e sabendo que os pais virão arrastar o filho pelos cabelos para casa, eles na maioria dos casos preferirão não fornecer.

Obviamente alguém vai furar, mas é bem menos do que o publico do trafico.

V: Tanto  sobre filhos, como sobre pais. Um cara que bebe e bate na mulher é o mesmo cara que fuma um baseado e vira o melhor pai e marido do mundo. Se vamos aceitar que as drogas mudam as pessoas, vamos aproveitar a pouca atenção que se dá ao efeito ao decidir pela proibição ou legalização. Afinal, porque o efeito não é levado em conta? Não é isso que deveria pesar?

É como o álcool ser o queridinho da galera e o cigarro, ainda que legalizado, ser muito mais combatido pela população em geral. Mas se uma pessoa bebe e dirige e outra dirige fumando um cigarro legalizado, qual tem mais chance de se envolver em um acidente?

Nos preocupamos demais com o fato do outro estar "se matando" e deixamos de lado o que é bem pior: o outro se matar e junto matar e ferir pessoas inocentes, ter um comportamento violento ou inapropriado, etc...

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