domingo, 15 de novembro de 2015

E se eu estivesse no Bataclan na noite dos ataques

Algumas pessoas estão discutindo o que teria acontecido se houvessem cidadãos de bem armados no Bataclan, na noite dos ataques.
Uns acham que a matança seria maior, outros defendem que os terroristas não teriam causado grande dano.
Eu entendo os motivos e preocupações de ambos os lados, porém "O que teria acontecido" é muito dificil se falar, a vida é complexa e as variaveis são muitas para se prever algo com qualquer previsão em uma situação como essa. Seja para um lado ou para o outro.
Agora, eu penso do ponto de vista do indivíduo.
Se eu estivesse no Bataclan, se eu não fosse um dos primeiros atingidos na entrada, se eu estivesse armado, bem treinado (como procuro me manter) e bem posicionado, se eu conseguisse sacar a arma e disparar. Talvez eu pudesse ter impedido que as mortes fossem tantas. Lembre que a força de segurança parou os terroristas com armas e treinamento, não com alguma mágica que o cidadão comum não conseguiria operar, foi com algo mundano que você pode aprender a usar, seu corpo, sua mente e uma ferramenta.
Os terroristas ficaram por um longo tempo degolando pessoas sem que ninguém os incomodasse. Eu não conseguiria ver isso e não fazer nada.
Em uma situação como esta, pensando do ponto de vista individual, eu iria querer ter a mão qualquer coisa que me desse uma chace a mais. Uma arma de fogo seria uma das melhores opções. Por menor que fosse a chance de ser efetivo no contra-ataque, eu preferiria ter essa pequena, talvez ínfima chance, do que morrer pacatamente.
Deixe-me dizer mais uma coisa. Mesmo desarmado, eu não morreria degolado de joelhos, se fosse para morrer eu usaria minha morte para levar quantos terroristas eu pudesse comigo e , talvez, estimular outros a reagir, eu não morrerei de joelhos! Armado ou não, se eu fosse morrer, eu morreria lutando!
É obvio que eu prefiro não morrer, mas como um guerreiro, eu estou pronto para morrer em pé.
Para que o terror vença basta que fiquemos aterrorizados. É difícil enfrentar isso mais do que é dificil enfrentar o risco físico, mas é o que precisamos fazer. O único  jeito de vencer o terror é faze-lo deixar de ser terror, é enfretá-lo como uma ameaça real, sem paralisar.
É claro que a situação é muito complexa e não pretendo aqui, como alertei no início, dizer que eu sei o que teria acontecido se o cenário fosse outro. A culpa não é das pessoas por estarem desarmadas ou não reagirem, a culpa é do terrorista. Estou dizendo que, se podemos impedir o mal, devemos impedir o mal. É uma questão de responsabilidade e não de culpa.
Cada vida conta e assumir a responsabilidade de proteger a vida de pessoas boas contra aqueles que querem eliminá-la é uma responsabilidade das pessoas boas.

E um lembrete: o terrorismo não chegou a Europa por causa dos imigrantes, os imigrantes é que chegaram a Europa  fugindo do terrorismo. Ao menos a maioria.

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