domingo, 15 de novembro de 2015

Discurso sobre tolerância - Dá um tempo [+18] violencia verbal]]

Nota do editor: eu poderia barrar algumas expressões da Viviane, autora da coluna The Warrior of Fire, na edição desse texto, mas eu acho que isso terá um papel importante para que compreendam a mensagem, bem como as referências, mesmo as religiosas, que falam às pessoas que as usam.
Se você é do tipo que se ofende com qualquer coisa, prepare-se, você vai se ofender maricas! Mas vai aprender umas coisas, th'hell como vai!
- Willyans Maciel

Parece que a única coisa que a galera quer agora é reclamar! E todos tem razão (França foi triste, odeio terroristas também, outro desastre ambiental no Brasil é uma merda mesmo - mas é normal achar "feio" quando o Léo Lins fala sobre outro desastre anterior, que pode evitar novos desastres do mesmo tipo, mas isso não importa, né? - a economia despencando é um lixo, a censura um saco, o preço dos combustíveis idem, da luz idem...) mas meus queridos, hoje somos a geração mais confortável que já nasceu, cresceu e viveu nessas terras! E vocês estão em frente a um dispositivo super ultra muito tecnologico e super mágico impensável há muitos anos atrás, e com seus bumbuns gordinhos vocês estão aí sentadinhos dizendo o que os outros deveriam fazer para deixar o mundo ainda mais confortável para vocês. Dá um tempo!

Lembro quando meu tio, que assistia Star Trek quando era criança, falava sobre os comunicadores da equipe do Cap. Kirk e achava fantástico como eles falavam com aqueles aparelhinhos sem fio com o pessoal láááá na Enterprise. Hoje, se você está lendo esse blog, as chances de carregar um desses com você são grandes e você pode ver e falar com gente do mundo todo por aí, quão legal é isso?

Adoro esse novo conceito de tolerância, politicamente correto e igualdade.

Igualdade é ter um ônibus só pra mulher e as mulheres terem o poder de abrir a boca e reclamar do patriarcado, inclusive com as tetas de fora na frente da igreja (meu amor, se isso não é liberdade, eu não sei o que é, rsrsrs eu sei, não é liberdade, é libertinagem, vai dar o rabo que passa), o mundo mudou pra te ajudar tanto que até matar mulher hoje, no Brasil é "mais crime" do que matar um homem.

Jesus disse que matar era pecado e ponto. Não sei porque não faz diferença QUEM se mata, como se cor de pele ou gênero justificasse o ato de matar, aliás, o simplifica, né... Oi, estamos em 2015, rs, o motivo pelo qual se mata alguém PRECISA ir além da cor da pele ou do gênero! Ou estamos lidando com alguém que não entende o diálogo, só a violência. Pois é. Acontece. Não é um grupo de pessoas, mas um ou dois infelizes que representam mal os seus semelhantes.

Como, por exemplo, essas gurias de tetas de fora destruindo símbolos cristãos em troca da "minha" liberdade, não me representam. E eu, enquanto lutadora e atleta de esportes "de macho", nem as represento e tampouco as defenderei com minha força provinda dos meus músculos "masculinizados" - ou eu ia esquecer o que vocês diziam enquanto eu era fisiculturista e power lifter? Hahahahahah....

Eu nasci mulher (no meu tempo, as únicas habilidades necessárias para isso eram nascer sem genitália externa, isso é, sem órgão pênis e órgão saco - dica número 2: nasci sem saco!) e me tornei um indivíduo. Aprendi que o mundo não é rosa do lado de cá e azul do lado de lá, é muticolorido, é uma constante troca. E, o mais importante, é ver os outros como indivíduos, não como homens, mulheres, etc, etc... Ou seja, pra mim vocês são chatos todos em igual medida, homens e mulheres. :)

Sabia que muita gente é Cristão sem pertencer a uma religião especifica? Cadê a tolerância? Ateísta não acredita em deus subrenatural e superpoderoso que te faz matar em nome dele, Jesus nao foi "deus", foi um "profeta" e a historia sendo de fantasia ou não, serviu de base moral para um povo - vamos dizer que Jesus é um tantinho utópico também, mas eu posso falar sobre causalidade, a Lei de Causa e Efeito do Budismo que iria resolver metade desses problemas.

Basicamente, a Lei de Causa e Efeito, em uma forma super simplista, diz respeito a como as manifestações do que vivemos hoje são as resultados manifestados de ações anteriores, da mesma forma, nossas ações do presente manifestarão uma causa no futuro. 

Por exemplo: Se eu for até o mercado e comprar sementes de abóbora agora e plantar, eu colherei abóboras dentro de algum tempo. Mas se eu, por uma distração, confundir as sementes e plantar sementes de melancia pensando ser abóbora,  quando eu colher melancias isso também não será um "castigo", mas a manifestação do meu ato que, por desatenção, foi falho. Meu "karma" vai ser colher melancias no lugar das abóboras, como eu vou lidar com isso é outra história, mas não é o fim do mundo, posso vender as melancias e comprar sementes mágicas de feijão abóboras.

Da mesma forma, se eu adiar o plantio em uma semana, eu posso adiar a colheita em uma semana, essa semana pode ser de geada e eu perder a colheita... Os eventos se relacionam com outros, é simples julgar as manifestações de algo sem saber sobre suas causas a fundo, pois é lá que está a solução do problema... Você continuar plantando sementes de melancia não fará crescerem abóboras, é preciso saber o que COMEÇOU dando errado.

Agora que temos uma nação emasculada em sua maior parte (aqui na Alemanha, além disso, a maior parte da polução é idosa e em muito melhor forma e com mais saúde do que um adulto brasileiro médio, fisicamente falando), eu só pergunto, as donzelas estão prontas para a igualdade? Para pegar em armas, se preciso? Para se defender de um ataque terrorista imprevisível, enquanto você está linda e cheirosa, de salto alto, com o crush? Se ele for um bundão, ao menos serve de escudo humano, né... Ou será que ele é tão corajoso que vai usar você de escudo humano, gata?

Deixem de abrir as portas para as mulheres, elas dizem, isso é uma violência, elas dizem. Deixem elas andarem na calçada, do lado dos carros, para que elas se molhem, todos tem o direito de ficar sujos por igual. Fiquem em casa vendo TV, elas vão pra guerra por vocês... Não, opa, pera... Agora essa igualdade toda já foi longe demais, deixa eu reclamar no meu smartphone, dentro de um ônibus cor de rosa, lotado de fêmeas inofensivas, em um país onde me matar é "mais crime" do que matar um indivíduo que tem uma coisa que balança entre as pernas.

Chato a água do Brasil estar com sérios problemas de GESTÃO, mas o ciclo da água se encontra em qualquer livro da terceira série do ensino fundamental, se não tiver nos de hoje, lá nos de 1996 a 1998 deve ter, se precisar de um bom gestor em meio ambiente, me perguntem que ficarei feliz em indicar, mas quem sabe vocês dão uma olhadinha lá e encontram a solução, ou em outros países mais desenvolvidos que já acharam a solução muito antes, mas aí precisa parar de olhar pra um lado e pro outro (esquerda x direita) e começar a pensar em frente!

"O Estado é corrupto. Precisamos de mais Estado para regular o Estado!"
"As leis não são cumpridas, precisamos de mais leis!"
 (lógica nonsense de um intelectual médio)
(eles que dizem "intelectual", não eu)

Aliás, nada mais ridículo do que usar uma tragédia terrorista na França, de proporções internacionais, com diferentes culturas e religiões envolvendo um numero incalculável de pessoas, para atuar em causa própria. Nada mais ridículo e mesquinho! Quando é que começaram a resolver os próprios problemas ao invés de esperar as coisas caírem prontas do céu?




Afinal, como lidar com essa gente tão diferente e equilibrar diferenças culturais e religiosas em prol da harmonia e do bom convívio? Isso é possível? Será que terroristas entendem a linguagem do politicamente correto? Será que devemos aceitar em nossa casa, de braços abertos, quem tem hábitos diferentes dos nossos e mudar os nossos hábitos em prol da "visita"? E se essa "visita" ficasse pra sempre?

É fácil emitir opiniões sobre isso quando nem mesmo abrimos a porta da nossa residência para as Testemunhas de Jeová, mas como brasileira morando na Alemanha, obviamente sou a favor da entrada e do trabalho de estrangeiros em um país. Aliás, gostaria que fosse mais fácil percorrer o mundo sem precisar ser barrado em tantas fronteiras, mas entendo que em certos países, é o costume deles que deve ser respeitado e não mudar para se adaptar a mim, seria arrogância demais de minha parte, né?

É uma situação ligeiramente complicada, envolve uma quantidade imensa de pessoas (muito diferentes entre si e muito parecidas em outros aspectos), países diferentes, culturas diferentes, povos com histórias de guerras mais recentes.

 Há algum tempo venho querendo fazer um texto só sobre isso, somos a geração mais confortável e mimizenta que já pisou nessa terra e o melhor exemplo disso que tive hoje, eu trouxe para cá.

Da forma que eu vejo, é mais ou menos assim: Vivemos em um prédio e a floreira do brasileiro do terceiro andar secou porque ele jogou uma pilha lá dentro e ele acha que o momento mais importante para reclamar disso é quando existe um tiroteio no final da rua com mortos e feridos. Gente, olha só, eles não vivem nesse prédio, vocês precisam me ajudar com a minha floreira.

*E olha que eu mesma me considero bairrista, mas nesse nível é, no mínimo, tosco... Até porque isso não foi apenas no Brasil, em outros lugares outras pessoas acabaram querendo ressaltar outros problemas locais. Queridos, mexam-se mais e reclamem menos, mas saibam a hora de reclamar também e saibam que nenhuma causa é mais importante do que aquela na qual você se engaja.

Eu sou não dou a mínima se você quer salvar baleias no pacífico, desde que você esteja fazendo isso ao invez de me poluir com: Ai, a França é triste, mas pensa nas baleias...

ChAtivista de sofá, vai pro inferno.

Acho um saco entrar no facebook só pra ler "mimimi minha causa é mais importante do que esta outra", como se não houvesse gente suficiente no mundo e espaço suficiente no cérebro pra se preocupar com mais de uma coisa ao mesmo tempo... Dá licença! Abracem suas próprias causas pessoalmente e deixem que os outros escolham as suas, pode ser a tolerância assim ou tá difícil?



Richtig und wichtig!


by  Rockland Radio Mainz - DE


Right and important
Reminder: Terror is not the result but the reason why many refugees are with us!

Direto e importante
Lembrete: Terror não é o resultado, mas o motivo pelo qual tantos refugiados estão conosco!


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