Páginas

domingo, 12 de abril de 2015

Willyans Maciel: Porque eu defendo o resultado das eleições, mas não critico as manifestações

Originalmente publicado em meu blog pessoal Willyans Maciel: Porque eu defende o resultado das eleições, mas não critico as manifestações



Esse é um dever do patriota
"Quando as pessoas temem o governo, há tirania. Quando o governo teme as pessoas, há liberdade."

Outro dia me perguntaram, como era possível que eu defendesse o resultado das eleições (clique aqui para ver o post) e ainda assim considerasse legitimas as manifestações contra o governo.
Não meus caros, eu não mudei de opinião. Deixe-me explicar de modo bem simples, como eu encaro a situação.
O resultado das eleições trata-se de democracia, a maioria escolheu, está escolhido. Mas escolher um candidato, não significa concordar com tudo que ele propõe ou fará.
As manifestações tratam-se de república. A meu ver, a manutenção da coisa pública não está diretamente ligada ao desejo da maioria, mas ao desejo do povo como um todo (a maioria e as minorias). Então, o povo, todo ele, pode se manifestar, seja contrário ou favorável ao governo. A constituição é a base da republica e ela garante a legitimidade das manifestações pacificas.
Por exemplo, alguém que votou na presidente Dilma para o cargo pode estar descontente com a forma como ela está conduzindo seu mandato e se manifestar dizendo "não era isso que eu queria" ou para apoiá-la também. Da mesma forma, alguém que não votou nela, pode manifestar-se contra medidas tomadas por ela, assim como pode se manifestar favorável a algo que ela tenha feito e que essa pessoa apoie, mesmo não tendo apoiado a presidente nas eleições.

Eu acredito firmemente na frase de Thomas Jefferson, que abre esse post (tenho até uma camiseta com ela rs). O povo não precisa concordar totalmente entre si, mas precisa expressar. É como em uma empresa com vários sócios, que tem um gerente. Os sócios precisam dizer o que pensam, mesmo que discordem, para que o gerente possa ouvir todas as partes e tomar as atitudes de acordo. Se o gerente está fazendo coisas que o regulamento da empresa proíbe ou que são imorais, deve receber uma chamada dos sócios, para que corrija seu comportamento, afim de garantir o bom funcionamento da empresa e atender os interesses dos sócios. E se não o fizer, ele deve ser destituído de seu cargo. Naturalmente, sócios com opiniões diferentes divergir sobre a necessidade de se demitir o gerente, mas essa divergência não pode ser impeditivo para que cada um deles diga o que pensa.
Então, as manifestações precisam acontecer, para que o governo saiba o que Nós, O Povo, pensamos do que eles estão fazendo durante o mandato, mesmo que muitos de nós tenham opiniões contrárias umas as outras. E a constituição garante a legitimidade de fazermos isso, mesmo que não concordemos uns com os outros. Isso é diferente de choramingar porque o seu candidato perdeu uma eleição, isso é independente de candidato, partido ou qualquer outra coisa.
Politica não se faz apenas nas urnas, muito pelo contrário, nas urnas não decidimos nada. Na maioria das vezes não temos boas escolhas nas urnas e acabamos escolhendo o menos pior, quando possível. O resultado das urnas é o resultado da maioria e raramente a maioria concorda com 100% do que o candidato eleito propõe. É durante o mandato que fazemos politica, pressionando o governo, mesmo que tenhamos votado naqueles políticos que lá estão.

Então, seja patriota, duvide e monitore o governo. E faça com que eles saibam disso!

Nenhum comentário :