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quinta-feira, 14 de março de 2013

Arguing with myself

Não, não estou fazendo piada do nome do show do ventríloquo Jeff Dunham, eu realmente argumento comigo mesmo. Acredito que o melhor e pior oponente sou eu mesmo. Eu tenho todas as ferramentas para conhecer meus pontos fortes e fracos, desde que esteja disposto a criticar-me, avaliar-me, analisar-me se preferirem. Ultimamente falasse em ouvir o corpo, e se diz que isso tem benefícios para a saúde e felicidade, eu não duvido disso, pelo contrário, tenho a experiência diariamente com meu corpo me dizendo o que preciso comer, quando sinto vontade disso ou daquilo é, em geral, porque tenho necessidade de tal e tal nutriente. Mas se eu ouço o meu corpo, porque ele não pode me ouvir também?
Eu sempre tive inclinação para criticar minhas próprias posições, opiniões e ações, com o tempo criei personalidades com as quais posso discutir e contrapor as idéias, com vocês mentais, sutilmente diferentes, para opor as posições. Eu tenho um "eu" mais pragmático, um mais despojado, um mais rigoroso, etc. Com isso vou criando dialogos mentais que oscilam entre uma posição e outra, como em uma discussão de verdade e com isso saio com minha posição final refinada e com os riscos e vantagens das atitudes que tomarei razoavelmente definidos.
ouça a si mesmo
Ouça a si mesmo, você sabe o que precisa

Mas como o corpo entra nessa?
Eu desenvolvi um dialogo com meu corpo, eu converso com meus anticorpos, com meu sistema sanguíneo, com meus órgãos, etc.
Pode ser que no futuro se prove que isto não tem nenhum benefício palpável de fato, mas uma coisa é certa, este método tem benefícios drásticos na motivação e na solução de problemas. Quando você fala com seu corpo você se obriga a conhece-lo melhor, a ouvi-lo mais e a respeitar suas necessidades, estímulos e limites. Assim você sabe como usar as ferramentas que tem para executar as atividades e se conhece melhor em um sentido holístico.
Eu acredito que este é o "segredo" da minha motivação, principalmente para atividades físicas. Ao invés de reclamar externamente eu argumento comigo mesmo se existe outra opção, ou se aquela é a melhor opção, e tomada a decisão interna, que pode não ser a decisão final, eu vou para o ambiente externo; no caso da atividade física isso significa ação.
Tente conversar com seu corpo de vez em quando, pergunte a sua lombar porque ela está doendo e do que ela precisa, você vai se surpreender como a resposta virá rapidamente, na forma de uma melhor percepção do que se passa com você e a sua volta, e possivelmente logo não terá de se preocupar mais com a lombar, pois terá condições de resolver o problema.

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