domingo, 9 de dezembro de 2012

Não se leve a sério demais

Essa é uma das mais importantes lições que aprendi até hoje, meio na marra, mas aprendi. Me causou problemas algumas vezes com pessoas que gostam de levar tudo muito a sério e dar explicações rebuscada para tudo, mas na maior parte da vida, com pessoas que realmente importam e sabem conversar descontraidamente, só me fez bem.
Se você leva tudo muito a sério acaba ficando chato. É claro que há coisa que precisam ser levadas a sério e não estou falando contra isso de forma alguma, estou falando do cotidiano, das conversas com amigos e das bobagens que escrevemos por aí nas internets da vida. Pense naquelas pessoas que acham que tudo tem de ter uma utilidade, que acham que todos os filmes tem de ser "inteligêntes", que todo teatro tem de ser engajado, que livros tem de ser clássicos para serem bons (os que chamo de anti-bestsellers) e que música tem de ser complexa. Essas pessoas podem até se divertir, mas certamente as pessoas a volta delas não estão se divertindo. E qual a graça da vida se não nos divertimos?
Eu gosto de música complexa e livros clássicos, mas também gosto de Ramones e livretos de comédia, uma coisa não exclui a outra, o segredo é saber medir as doses. Como tudo na vida, eu acho que o caminho intermediário é sempre o melhor, a moderação, nem muito sério a ponto de ser chato, nem muito descontraido a ponto de ser ignorado por só falar bobagem. O segredo é andar entre essas duas linhas balançando, mas não caindo em nenhum dos dois lados.

Originalmente publicado em Willyans Maciel: Não se leve a sério demais.

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