quarta-feira, 31 de março de 2010

Yes, we can..

O LHC (Large Hadron Collider) promoveu, nesta terça-feira, 30 de março de 2010, sua primeira colisão de feixes de prótons a energia recorde.

“Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento, mas sua paciência e dedicação está começando a render dividendos", Rolf Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern).

Para quem já esqueceu, o LHC é um enorme colisor de Hádrons, 27km de extensão e 175 metros abaixo do solo, localizado na fronteira na França com a Suíça, na verdade o maior da história, que tem por objetivo colidir feixes de partículas carregadas, tanto de prótons a energia de 7 TeV  (1,12 microjoules) por partícula, quanto núcleos de chumbo a energia de 574 TeV (92,0 microjoules) por núcleo, gerando as condições da singularidade primordial (Big bang). Muitos afirmaram que ele causaria uma catastrofe, mas os motivos para supor isto nunca me pareceram muito convincentes. Tendo entrado em funcionamento em 10 de setembro de 2008 teve uma parada, devido a uma falha mecânia, em 19 de setembro de 2008, ficando 14 meses parado para voltar a funcionar apenas em 20 dfe novembro de 2009, conseguindo finalmente, ontem 30 de março de 2010, colidir partículas com sucesso.

Os menos empolgados certamente perguntarão "tá, e daí, o que muda na física agora?"
Como sempre, por enquanto não muita coisa. Para falar a verdade não há nada de novo desde a formulação da teoria das supercordas, que nem chegou a ser tão novidade assim, então já deveriam estar acostumados a esperar para obter resultados relevantes. Só a teoria dos campos de Higgs já esperava 40 anos pelo surgimento da tecnologia necessária para testá-la, o que aliás é uma das funções do LHC. Encontrar o bóson de Higgs, partícula que é o elemento principal para a tentativa de demonstrar a teoria dos campos de Higgs
Isso pois entre os objetivos do LHC está explicar a origem da massa das partículas elementares e encontrar outras dimensões do espaço. Procura-se também demonstrar a existência da supersimetria. Existem outros objetivos, mas estes são os príncipais, também não vou entrar em detalhes para que o post não fique enorme, falarei de cada coisa apropriadamente em posts separados, aqui ou no Philosophy as I see.
Conseguir a primeira colisão nos provê dados para tentar responder a estas questões, dados estes que serão analisados por anos para se chegar a resultados conclusivos, além de ser a demonstração de que o colisor é seguro, contrariando os teóricos apocalipticos que apareceram aos montes na época de sua construção. É obvio que existe risco de formação de um buraco negro, mas um buraco negro milhões de vezes menor que um grão de areia e que se consumiria em não mais que dez elevado a potencia de -27 segundos, ou seja 0,0000000000000000000000000001 segundo. Mesmo que ele conseguisse manter-se estável e sua velocidade fosse reduzida a ponto dele não escapar rápidamente do planeta (O que para Hawkin, Randall e Ernst é muito, muito, muito pouco provável), seriam necessários milhões de anos para adquirir massa de 1 grama e apresentar algum risco a algum corpo celeste. Isso tudo quer dizer, a primeira colisão do LHC é realmetne um avanço científico para todas as áreas envolvidas.

Por acaso lembrei de uma matéria publicada pela revista Veja! na época.
Se buscar o conhecimento sobre a origem, fucionamento e constituição do cosmos é brincar de deus (como alardeou a tal revista), comuniquem os tribunais do Santo Ofício, pois somos todos culpados, desde o nascimento, e gostamos disso.

Willyans V.

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