segunda-feira, 4 de maio de 2009

Inverno pode abrir caminho para gripe suína no hemisfério sul

Clipping

Clima frio ajuda na disseminação dos vírus de gripe, e pode ajudar a gripe suína a se misturar à gripe comum
Associated Press
SYDNEY - Os países do hemisfério sul, que vêm escapando da infecção em larga escala pela gripe suína, poderão se mostrar mais vulneráveis em breve, com a chegada do inverno a essa parte do mundo. A mudança de estação aumenta a chance do vírus se espalhar e sofrer mutações.
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Até agora, os países mais duramente afetados - México, Estados Unidos, Canadá e Espanha - são do hemisfério norte, que está a caminho do verão. Ao sul do equador, as temperaturas mais baixas é que são iminentes. No Brasil, o Ministério da Saúde contabiliza 25 casos suspeitos, 36 em obserbação e 60 já descartados. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga a causa da morte de uma mulher que retornou doente de uma viagem aos Estados Unidos.
"Os maiores picos de atividade da gripe ocorrem no inverno", diz Rayna MacIntyre, chefe da Faculdade de Saúde Pública e Medicina Comunitária da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. "Para nós no hemisfério sul, isso é particularmente preocupante". O inverno no sul chega em julho.
O gripe dissemina-se mais facilmente no inverno principalmente porque as pessoas tendem a se aglomerar em lugares fechados, aumentando a chance de o vírus saltar de pessoa em pessoa. Também há alguma evidência de que o frio facilita a infecção, disse ela.
Especialistas também avisam que a gripe comum, que tipicamente se espalha no inverno, pode colidir com a gripe suína e recombinar-se em uma versão mais contagiosa ou mais perigosa.
O porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dick Thompson, disse que a agência está preocupada com uma possível "reorganização", ou mistura dos vírus de gripe comum e suína.
"O inverno está chegando ao hemisfério sul e os governos precisam intensificar suas ações para proteger as populações, especialmente na ausência de uma vacina para a gripe suína", disse ele.
A notícia é do 'Estadão'.

Agora, pergunto:
Onde estão nossas medidas de segurança? Ou a Anvisa está a aguardar que as pessoas comecem a morrer antes de fazer algo?

Por hora, lembrem-se de não se aglomerar sem necessidade, lavar as mãos sempre que possível, cobrir com lenço a boca e nariz ao espirrar e tossir, e não viajar ao hemisfério sul.

Atualização:
De acordo com os novos critérios para delimitação de casos suspeitos, passam a ser consideradas suspeitas as pessoas que estiveram em qualquer área dos países que confirmaram casos e que apresentem sintomas do Influenza A, e também as que tenham tido contato próximo com pessoas infectadas. Isto pois no Reino Unido há casos confirmados em pessoas que não tiveram contatos com recém chegados do México.
Também no Brasi, algumas pessoas apresentaram simtomas sem ter viajado ao México, ou aproximado-se de pessoas que tenham.
Pergunto: Onde estão nossas máscaras?

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